Feira de Economia Solidária marca Festival dos Trabalhadores em Passo Fundo com diversidade e geração de renda

Feira de Economia Solidária marca Festival dos Trabalhadores em Passo Fundo com diversidade e geração de renda

A Feira de Economia Solidária e Criativa foi um dos principais destaques do Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, realizado em 1º de maio, em Passo Fundo. Integrando a programação do evento organizado pela CUT-RS e outras centrais sindicais, o espaço reuniu empreendedores, cooperativas e artesãos, evidenciando diferentes formas de produção e organização do trabalho.

Mais do que um espaço de comercialização, a feira se consolidou como vitrine da diversidade cultural e econômica presente na classe trabalhadora. Para muitos expositores, a participação representou uma oportunidade inédita de apresentar seus produtos e ampliar o contato com o público.

O agricultor Darcilei Fiorese, da Cooperativa Coperlat, de Pontão, participou pela primeira vez da atividade e destacou a experiência. “Estamos com queijo e doce de leite. Estou achando a feira muito boa, é uma novidade para nós. Nunca tínhamos vindo a Passo Fundo para expor, e é uma oportunidade para as pessoas conhecerem nossos produtos”, afirmou.

A diversidade também esteve presente entre os participantes. As irmãs Sidiga Elgal e Namat, migrantes do Sudão, utilizaram o espaço para compartilhar sua cultura por meio do artesanato. “Estamos aproveitando a feira para mostrar um pouco da nossa cultura e estamos gostando muito”, relatou Sidiga.

A indígena Neiva Carmo ressaltou a importância da feira para a valorização cultural e a geração de renda. “É importante mostrar a nossa cultura, porque não está fácil. O artesanato é o que garante o alimento dentro de casa”, destacou.

A feira contou com o apoio fundamental de entidades da economia solidária, como a Unisol-RS. Para a presidente da organização, Nelsa Inês Fabián Nespolo, a iniciativa representa um avanço na forma de pensar o mundo do trabalho. Segundo ela, o espaço permitiu dar visibilidade a modelos baseados na cooperação e na autogestão. “A feira foi um gesto de mostrar as várias formas que temos de nos organizar, produzir e consumir. Existe um outro modelo de trabalho, que é o trabalho associado e cooperativado, onde a distribuição dos ganhos é coletiva”, explicou.

Ainda de acordo com Nelsa, a presença dos empreendimentos solidários no Festival fortalece a unidade da classe trabalhadora. “Neste 1º de Maio, tivemos também trabalhadores organizados de forma cooperativada e associada, que se expressaram por meio das feiras e cozinhas comunitárias. Isso amplia o sentido de pertencimento e reforça que somos todos parte da mesma classe”, afirmou.

Para ela, o momento também reforça a centralidade do trabalho na construção da sociedade. “Somos nós, trabalhadores e trabalhadoras, que produzimos a riqueza deste país, e ela precisa ser distribuída de forma justa”, concluiu.

Além da feira, o Festival contou com apresentações culturais ao longo do dia, reunindo música, arte e mobilização social em celebração ao Dia do Trabalhador.

Reportagem: Jéssica França, Catherine Mistura, Eduarda Terres

Fotos: Diogo Zanatta

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