A Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) lançou oficialmente a campanha “A vida não tem hora extra” no dia 11 de março. O evento aconteceu no auditório da entidade e contou com a presença das federações e sindicatos filiados, dirigentes sindicais, jornalistas, assessorias de imprensa e representantes do coletivo jurídico da CUT-RS. A iniciativa visa mobilizar trabalhadores e a sociedade na luta por uma jornada de trabalho reduzida, com valorização salarial e mais qualidade de vida.
O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, destacou que a campanha busca, neste primeiro momento levar esse debate para os locais de trabalho e após para a sociedade como um todo. Segundo ele, os trabalhadores brasileiros enfrentam jornadas extenuantes e baixos salários, o que compromete sua qualidade de vida. “Queremos que os trabalhadores tenham mais tempo para compartilhar com amigos, filhos e netos, convivendo em suas comunidades, usufruindo de mais lazer e tempo livre para o que quiser. Um país com uma jornada de trabalho menor e melhores salários será um país mais feliz, mais saudável, socialmente mais justo e desenvolvido”, afirmou Cenci.

Sindicatos devem participar
A secretária de Comunicação da CUT-RS, Maria Helena Oliveira, ressaltou que a campanha será apresentada também nas reuniões regionais da CUT-RS e nos encontros dos setores e macro-setores. Ela enfatizou a importância do engajamento dos sindicatos filiados para ampliar o alcance da campanha. “Quanto maior a adesão das entidades e trabalhadores, a mensagem será levada à sociedade, aos governantes e inclusive do setor empresarial”, explicou.
O secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antonio Guntzel, reforçou que a campanha será adaptada conforme a necessidade de cada setor e categoria, considerando a pluradidade das categorias. Ele destacou ainda o papel fundamental das rádios comunitárias na disseminação da mensagem e alertou para a importância da mobilização nos próprios locais de trabalho. “A maior campanha que podemos fazer é diretamente nas fábricas, indústrias e demais espaços de trabalho. Os sindicatos precisam estar atentos e sensíveis para levar essa pauta adiante”, afirmou.
Texto: Comunicação/CUT-RS